Da morte do amor
"[...] o grande pecado do homem foi deixar nas mãos da Igreja o poder de (in)significar o que é o amor: reduziram-no à ideia do casamento e da reprodução, empenharam-se em divinizá-lo e optaram por torná-lo matriz de renúncia e sofrimento. Fizessem o contrário e soubessem convertê-lo em fonte de alegria e de soma, não seríamos tão reféns do perigo que é e da complexidade que tem a tão desejada, mas tão controversa vontade de amar. O amor produto-objeto, reproduzido nos livros e nas casas de louvor, já perdeu o sentido, cegou os 'fiéis' e manchou a possibilidade de ressignificação do sentimento que, há décadas, já foi sinônimo de afeto, troca e cumplicidade."
domingo, 16 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
um dia a gente
acrescenta
à falta de água o gosto do beijo
a troca da saliva o roçar da barba
a última sílaba o primeiro riso juntos
a sombra o sol e a morada
a conversa amena e o suor a mais:
um dia a gente acrescenta o excesso
à falta e apelida a mistura com um nome bem bonito:
que não lembre nada, nem ninguém
não precisa ser agora, nem depois
pode ser nome de homem, pode ser de mulher
ah, pode até ser 'nós-dois'!
à falta de água o gosto do beijo
a troca da saliva o roçar da barba
a última sílaba o primeiro riso juntos
a sombra o sol e a morada
a conversa amena e o suor a mais:
um dia a gente acrescenta o excesso
à falta e apelida a mistura com um nome bem bonito:
que não lembre nada, nem ninguém
não precisa ser agora, nem depois
pode ser nome de homem, pode ser de mulher
ah, pode até ser 'nós-dois'!
segunda-feira, 4 de março de 2013
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