domingo, 16 de junho de 2013

Da morte do amor

"[...] o grande pecado do homem foi deixar nas mãos da Igreja o poder de (in)significar o que é o amor: reduziram-no à ideia do casamento e da reprodução, empenharam-se em divinizá-lo e optaram por torná-lo matriz de renúncia e sofrimento. Fizessem o contrário e soubessem convertê-lo em fonte de alegria e de soma, não seríamos tão reféns do perigo que é e da complexidade que tem a tão desejada, mas tão controversa vontade de amar. O amor produto-objeto, reproduzido nos livros e nas casas de louvor, já perdeu o sentido, cegou os 'fiéis' e manchou a possibilidade de ressignificação do sentimento que, há décadas, já foi sinônimo de afeto, troca e cumplicidade."
vem logo!

tem coisas que a chuva não leva
tem outras que o vento não traz,
vem logo, menino, trazer teu alento
tu sabes o bem que me faz!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

VIDA

corpo são
mente sã
cor-ação!
<3
'óxitono'

se 
é 
pra ter 
um

da
ci
nho, - o acento sofre, o sentido não, é fácil de vê'
o assento cola, o colo espera, a rima se altera
e só falta você!
um dia a gente acrescenta
à falta de água o gosto do beijo
a troca da saliva o roçar da barba
a última sílaba o primeiro riso juntos
a sombra o sol e a morada
a conversa amena e o suor a mais:
um dia a gente acrescenta o excesso
à falta e apelida a mistura com um nome bem bonito:
que não lembre nada, nem ninguém
não precisa ser agora, nem depois
pode ser nome de homem, pode ser de mulher
ah, pode até ser 'nós-dois'!

segunda-feira, 4 de março de 2013



das impressões

a primeira impressão é a que pisca
a primeira impressão é a que fisga
é a que cega
é a que brilha

a primeira impressão é a que passa
e fica: no olho, na mente, na pele, no outro!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013


caso r
         e

            t
         o


eles não faziam mais sentido
vós já morreu
nós sabíamos
ele também
tu estás sentindo [o mesmo que]
eu?