domingo, 16 de junho de 2013

Da morte do amor

"[...] o grande pecado do homem foi deixar nas mãos da Igreja o poder de (in)significar o que é o amor: reduziram-no à ideia do casamento e da reprodução, empenharam-se em divinizá-lo e optaram por torná-lo matriz de renúncia e sofrimento. Fizessem o contrário e soubessem convertê-lo em fonte de alegria e de soma, não seríamos tão reféns do perigo que é e da complexidade que tem a tão desejada, mas tão controversa vontade de amar. O amor produto-objeto, reproduzido nos livros e nas casas de louvor, já perdeu o sentido, cegou os 'fiéis' e manchou a possibilidade de ressignificação do sentimento que, há décadas, já foi sinônimo de afeto, troca e cumplicidade."

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