O (S)entido(s)
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E, assim, sem sentido,
Mal começa.
Acaba.
Os sentidos, quando agem em comunhão, massacram os outros.
Os outros, sim. Outrossim, os sentidos, as pessoas e os dois.
A sensação de sem-ação é sempre ação... Sempre. Só.
Se sentimos, subtemo-nos. Se fazemos, sentimo-nos. É quase lógico. Quase.
Só não é logicíssimo. Não suporto esses íssimos sem sentido...
É desconfortável saber que somos sempre os seres que sofrem ou sentem
As mais sedentas, suaves, sonoras e sussurrantes sensações... Sim, somos nós, os seres...
Os significados? Ou seriam os significantes? Isso só mesmo Saussure sabe. Ou saberia...
Aliás, aliás, ali hás de sucumbir aos suspiros e surpresas do secreto e sutil sabor da dúvida.
Ou supões que a sabedoria surge da sempre certa sobriedade?!...
Supões que ela não é suspeita de sinais?!E que esses sinais podem ser o seu próprio som, o seu silencioso som?!...
Ledo e seu, o engano.
O sábio um dia já havia dito: inteligência e sabedoria são muito diferentes. Infelizmente, os inteligentes não sentem e não sabem qual a diferença. Mas, seguem sendo inteligentes...
Acham-se semelhantes. Sentem-se até superiores...
Mal sabem que somos todos suspeitos – sábios e inteligentes. Somos todos significados e significantes. Ressignificados e insignificantes...
Só precisei de alguns sons para saudar mais uma dúvida.
Saudar.
Não saldar, nem sanar...
Saudar...
Até porque seria insano dizer que sanei o que você, eu, nós, juntos e a sós, mal conseguiríamos significar: o(s) sentido(s). Das coisas, dos seres, do ser, o não ser, o meu, o seu, o da inteligência, o da sabedoria, o dos outros, o dos sons, das reticências...
Mal acaba.
Recomeça.
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